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Cicloturismo em São Francisco do Sul

Após a impossibilidade de poder participar dos eventos realizados na cidade de São Francisco do Sul em Santa Catarina, ficou a vontade de pedalar pela região, principalmente depois da leitura de várias relatos e fotos destes eventos. Brusque está a aproximadamente 140km de São Chico, apelido que a cidade recebe, então porque não se deslocar até a cidade num final de semana qualquer.

Saiba mais sobre a histórica de São Francisco do Sul clicando aqui.

Os eventos realizados em 2013 foram organizados pelaHospedaria da Bicicleta e “fuçando” um pouco pelo site fiquei conhecendo um pouco do trabalho diferenciado que fazem na cidade em especial quando o assunto está relacionado a bicicleta.

E então apareceu a oportunidade, com a esposa e filha viajando para SP iria ficar sozinho em Brusque e decidi marcar a viagem e convidar alguns amigos para o pedal. A maioria do grupo já tinham compromissos marcados para a data, ficamos em apenas 4 pessoas confirmadas para o pedal.

Chegou sexta-feira dia 13 de Setembro, é uma sexta-feira treze, mas nada de negativo nesta data, principalmente para uma pessoa nada apegada a superstições. Hora marcada para sair de Brusque e quem iria no carro comigo teve problemas de saúde com familiares e acabou tendo que cancelar sua ida, então estava eu de saída sozinho.

Um transito tenso de sexta-feira a noite com muita cerração, e após pouco mais de uma hora e meia na estrada chegava ao destino. Fui recepcionado pelo Roberto em frente a Marinha e nos deslocamos até sua casa aonde conheci a Gabriela, com quem havia feito os contatos anteriores e combinado a hospedagem.

Enquanto esperava o restante do pessoal chegar, aproveitamos para conversar, conhecer um pouco do trabalho deles, falar das experiências vividas e do pedal que estava programado para fazer no próximo dia. Por volta das 23 horas o Eder chegou e também sem seu companheiro de deslocamento que desistiu minutos antes de partir para a cidade. Continuamos a conversa por mais algum tempo, mas logo fomos descansar para o próximo dia.

Nossos aposentos já estavam caprichosamente preparados e tivemos o privilégio de dormir com a janela aberta, aquela brisa magnífica batendo durante a noite, foi necessário até puxar algumas cobertas em alguns momentos.

Acordamos por volta das 07 horas, quando a claridade já entrava pela janela do quarto e da cozinha vinha um ótimo aroma de café que estava sendo preparado. Logo estávamos sentados a mesa comendo, proseando novamente e quase perdendo o horário para a saída.

Trocamos de roupa e ao descer para pegar nossas bikes, já encontrei a minha bicicleta com a roda instalada, mais um detalhe da exaltada preocupação do Hospedaria da Bicicleta conosco. Chegaram naquele momento alguns amigos deles, rapidamente nos apresentamos e partimos todos até o pier do Centro Histórico.

Chegamos a barca poucos minutos antes de partir, auxiliamos o pessoal a colocar ela na popa da barca amarradas com um corda simples, somente para segurança. Nos despedimos do Roberto e da Gabriela e embarcamos rumo ao outro lado da Baia da Babitonga.

O dia prometia muito, o sol já dava sinais de aparecer mas a cerração continuava forte. Ao chegar na Vila da Glória desembarcamos já paramos no mercadinho para comprar algumas comidas, água e um protetor solar que havia esquecido de levar.
Após 15 minutos iniciamos nosso pedal, seguindo pelo mesmo percurso que alguns meses atrás foi realizado o “Desafio da Serrinha do Saí”. Começamos num ritmo bem calmo e aproveitando muito as paisagens, ajustando as ultimas coisas na bike e parando para fotos.
Aos poucos o ritmo foi melhorando e seguimos constante pelo percurso. O tempo passava muito rápido e rápido chegamos aos 30km e a primeira mudança de direção, seguindo pela direita em direção a Itapoa. A partir deste momento a estrada começou a ter bastante pedras e bateu um pouco de arrependimento de ter ido pedalar com a bike de cicloturismo totalmente rígida ao invés de ir de MTB.

Eram perto das onze horas e o sol começou a ficar forte, o calor começou a bater, obrigando a fazer uma parada estratégica junto ao um local que estava lavando seu carro, pedimos a mangueira emprestada e tomamos aquele banho. Rapidamente o local já nos ofereceu uma água estupidamente gelada que já aproveitamos para recompor nossas garrafas. Agradecemos, explicamos de onde vinhamos e para onde íamos e seguimos viagem.

Passam uns 4km e chegamos a placa de boas vindas a Saí Mirim. Poucos quilômetros a frente, encontramos a placa da Cachoeira Casarão. Com aquele calor, não pensamos  duas vezes em seguir rumo ao seu encontro. A cachoeira é muito bonita e com um excelente local para banho, mas chegar até nela cansa um pouco, mas no final vale a pena.

O Eder conseguiu aproveitar um pouco mais, já que eu tinha que cuidar para não molhar a bermuda por causa do selim de couro da bike. Tomamos um caldo de cana, reabastecemos as garrafas com água e gelo e seguimos rumo ao encontro da Serrinha.
Um subida de categoria 4 com 1,3km de extensão, 115 metros de ganho de elevação com uma inclinação média de 9,1%. No final não foi nada assustador, mas a preocupação era grande, pois não havíamos analisado tão criteriosamente esta subida e estávamos preocupados com o horário pois já eram quase 14 horas e a única opção de retorno para o Centro Histórico seria as 16 horas.

Subimos pouco e descemos muito, aproveitando para relaxar e chegar ao final do pedal e seus 64km antes mesmo das 15 horas. Paramos na sorveteria para tomar um refrigerante para refrescar e logo vimos alguns bikers sentados mais a frente. Logo fomos conversar com eles, descobrimos que alguns vieram de Jaraguá do Sul até Joinville de onde vieram pedalando e ainda retornariam depois de algum descanso.

Após de despedir do pessoal, aproveitamos da dica recebida do Roberto e Gabriela e fizemos nosso pedido no restaurante que fica junto ao trapiche. Fomos muito bem atendidos, expliquei sobre minhas necessidades alimentares sem glúten e fizemos o pedido de um filé de pescada.

Com agilidade de FASTFOOD, em menos de 10 minutos já recebemos nossa comida na mesa, uma delicia, ainda mais com o visual que o local proporcionava.

Chegou a horário de retornar ao Centro Histórico, embarcamos novamente com nossas “magrelas”, desta vez a barca estava cheia, alguns trabalhadores e alguns turistas.

Ao desembarcar, para nossa surpresa, lá estavam o Roberto e a Gabriela esperando e nos acompanharam até sua hospedaria. Tomamos um banho e fomos convidados pelo Roberto para visitar o Museu do Mar, no qual fomos presentados com sua companhia e serviços de guia no local. Fizemos uma visita rápida no local devido ao horário, mas valeu muito a pena, principalmente pelas claras e específicas explicações recebidas de nosso guia.
Ao final paramos no Café do Museu, aonde conhecemos o pessoal e tomamos um expresso. O local é fantástico, um visual magnífico, um clima sensacional, que proporcionou um longo “papo de bar”. Para ser sincero, naquele momento bateu um baita arrependimento de ter programado o retorno no sábado, pois vale cada minuto a mais que se passa naquele ambiente.
Estava na hora de retornar, acabar de arrumas a coisas, tentar colocar tudo novamente na mochila, montar a bike no carro e seguir para casa.
Antes da partida uma foto para recordação, com os “gente boa” Roberto e Gabriela que foram simplesmente fantásticos nestes poucos momentos que passamos juntos. Deixo aqui publicamento nosso agradecimento.